26.8.08

Festival meia-boca

O Festival de Inverno Bahia, promovido pela Rede Bahia em Vitória da Conquista, exigiu a carteira de estudante para a compra dos ingressos com o desconto garantido pela Lei de Meia-Entrada e prometia cobrar a carteirinha nos portões do evento. Seguindo as instruções da organização do Festival, nos pontos de venda só aceitavam carteiras reconhecidas pelo MEC. A atitude fez com que os estudantes se filiassem às entidades que, coincidentemente, se organizaram na cidade para emitir as carteirinhas dias antes do lançamento do primeiro lote de ingressos.


O interessante é que, aqui em Conquista, a atuação dessas entidades não passa disso e que os estudantes, loucos para curtir Pitty, Capital Inicial, Jota Quest..., desembolsaram os seus R$8 para garantir o desconto de 50% e pagar um pouco mais de R$40 pelos ingressos dos três dias.


Mas, a organização do FIB não cumpriu com sua palavra. Primeiro, sabotou os estudantes que tinham o direito de comprar os seus ingressos pela metade do preço, forçando-os a se filiar em uma dita entidade estudantil. E sabotou num segundo momento, pois não exigiu a apresentação da carteirinha na entrada e ainda por cima, liberou a venda na bilheteria pela metade do preço se o estudante apresentasse o seu comprovante de matrícula e um documento de identificação. No fim das contas, qualquer um pagou meia: cambista vendia ingressos da meia-entrada e nome impresso no ingresso não serviu pra nada, Tatiana podia ser Felipe e vice-versa.


O FIB desrespeitou os estudantes com carteirinha, assim como os sem carteirinha. Poderiam ter simplificado a situação se na venda dos ingressos tivesse, desde o início, exigido apenas a comprovação da qualificação de estudante, afinal, o direito de meia-entrada se aplica a estes e não só aos portadores de carteirinhas.


Para quem quiser entender como a meia-entrada se tornou um negócio lucrativo leia no site da Caros Amigos.

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