23.2.08

A partir de amanhã (24/02), vestibulandos concorrem às 6.605 vagas de 36 cursos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). No primeiro dia, os candidatos responderão às provas de Português, Língua Estrangeira e Redação. Na segunda-feira, as provas serão de História, Geografia e Matemática. No último dia, será a vez de Física, Química e Biologia.


Os portões serão abertos às 7:30 da manhã e a aplicação das provas começam uma hora depois, quando não será mais permitida a entrada nos locais de aplicação das provas. É necessária a apresentação de um documento original com foto e número do RG e do comprovante de inscrição. Para responder às provas, somente serão permitidos os seguintes itens: caneta esferográfica de tinta azul ou preta, lápis, borracha e apontador.


Uma dica: confira onde está situado o local de realização das provas o quanto antes, o cartão informativo do candidato pode ser conferido pelo site da Consultec, responsável pelas provas.


A todos, uma boa sorte.

Guilherme Fontes se encrenca com Chatô


A produtora do ator Guilherme Fontes e sua sócia Yolanda Machado sofrem com processo pela não realização do filme Chatô – O Rei do Brasil, baseado no livro de Fernando Morais.

A Controladoria Geral da União já confirmou os valores da indenização que o Ministério da Cultura, por meio da Ancine (Agência Nacional de Cinema), pede à produtora Firma Guilherme Fontes Filme.


A produtora responde ao processo por tomar recursos no valor de oito milhões e seiscentos e quarenta mil reais, captados pela Lei Rouanet e pela Lei do Audiovisual, e não ter concluído o trabalho sobre a vida do magnata da imprensa Assis Chateaubriand.


A tomada de contas especial (TCE), que foi feita pela CGU a pedido do MinC, apurou que Fontes e sua sócia devem ressarcir aos cofres públicos R$ 36.579.987,99, valor que foi corrigido até fevereiro de 2006.

Cai a Lei de Imprensa


O Supremo Tribunal Federal revogou, nesta quinta-feira (21/02), dispositivos da Lei de Imprensa. Vista como um dos últimos resquícios da ditadura, a Lei de Imprensa entrou em vigor em fevereiro de 1967, ano marcado por elementos que definiram de fato a ditadura militar.


Devido a liminar, a Justiça não pode mais dar prosseguimento a ações e efeitos de decisões judiciais que versem sobre os seguintes dispositivos da Lei de Imprensa: (a) “a parte inicial do parágrafo 2º do artigo 1º (a expressão “...a espetáculos e diversões públicas, que ficarão sujeitos à censura, na forma da lei, nem ...”; (b) o parágrafo 2º; (c) a íntegra dos artigos 3º, 4º, 5º, 6º, 20, 21, 23, 51, 52; (d) aparte final do artigo 56 (o fraseado “...e sob pena de decadência deverá ser proposta dentro de três meses da data da publicação ou transmissão que lhe der causa...”); (e) os parágrafos 3º e 6º do artigo 57; (f) os parágrafos 1º e 2º do artigo 60; (g) a íntegra dos artigos 61, 62, 63, 64 e 65.


Também destacam-se os artigos 51 e 52, que versam sobre crimes de calúnia, injúria e difamação e a responsabilidade civil do jornalista e do órgão de imprensa que explora o meio de informação e divulgação.


A repercussão sobre a decisão do Supremo foi positiva. “Para jornalista canalha, existe o Código Penal. Precisamos de uma boa Constituição, que defenda a liberdade do povo e, automaticamente, a liberdade de expressão através de todos os veículos. Jornalista que calunia, difama ou injuria deve ir para a cadeia, como qualquer outra pessoa”, acredita o repórter José Hamilton Ribeiro. Para o jornalista Ricardo Kotscho “vivemos num país democrático e a Lei de Imprensa é um dos últimos resquícios que ficou na legislação brasileira, quanto mais rápido acabar com ela, melhor”.


Mesmo com a repercussão, o possível Conselho dos Jornalistas não voltou ao debate. Parece até que estão querendo tornar legítima a utilização exacerbada da dita liberdade de expressão, esqueceram que até a liberdade tem limite: o mesmo da ética.

Circuito de Cultura no interior


O Sertão, o Recôncavo e a Chapada são alguns dos destinos do Circuito Cultural Bahia 2008. 34 projetos artísticos passarão por 22 cidades baianas mais a capital, entre fevereiro e junho desse ano.


São apresentações de dança, música e teatro, além de exposições das artes visuais. Os projetos foram selecionados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia em 2007 através de edital. Só no ano passado a Secretaria de Cultura investiu mais de R$1,9 milhão através dos editais.


Com a política de descentralização da cultura, uma das principais reivindicações das populações do interior, que via os bons espetáculos concentrados em Salvador, os projetos alcançarão quatro cidades do Sudoeste baiano: Vitória da Conquista, Poções, Jequié e Itambé.


Espetáculos que estarão na região


Itambé e Poções

Teatro: Guilda


Vitória da Conquista

Exposição: Cultura, Tempo, Identidade e Lugar

Teatro: Guilda, Entre a Cruz, a Espada e a Estrada, Meu Quintal e O Nariz do Poeta, Orinoco

Música: Rebecca Mata


Jequié

Dança: Dois Gumes

Teatro: Orinoco

Música: Rebecca Mata


Mais detalhes

17.2.08

Festival de Berlim


Estes são os vencedores da 58ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, anunciados neste sábado na cerimônia de encerramento:


- Urso de Ouro de melhor filme: "Tropa de Elite" (José Padilha, Brasil).

- Urso de Prata - Grande prêmio do júri: "Standard Operating Procedure", de Errol Morris (EUA).

- Urso de Prata de melhor diretor: Paul-Thomas Anderson (EUA), por "There Will Be Blood".

- Urso de Prata de melhor ator: Reza Najie (Irã) por "The Song of Sparrows".

- Urso de Prata de melhor atriz: Sally Hawkins (Grã-Bretanha) por "Happy-go-Lucky".

- Urso de Prata de melhor trilha sonora: Jonny Greenwood (Grã-Bretanha), do grupo "Radiohead", por "There Will Be Blood".

- Urso de Prata de melhor roteiro: Wang Xiao Shuai (China), por "Zuo You" ("In Love We Trust").

- Prêmio Alfred Bauer, em homenagem ao primeiro diretor da competição: "Lake Tahoe", de Fernando Eimbcke (México).

- Prêmio de melhor obra prima: "Asyl Park and Love Hotel", de Kumasaka Izuru (Japão).

- Urso de Ouro em homenagem ao diretor italiano Francesco Rosi.

- Urso de Ouro de curta-metragem: "O zi buna de plaja", de Bogdan Mustata (Romênia).

- Urso de Prata de curta-metragem: "Udedh bun", de Siddharth Sinha (Índia).

- Prêmio Teddy (Ursinho) de melhor filme de temática homossexual ou transexual: "The Amazing Truth about Queen Raquela", de Olaf de Fleur (Islândia).

- Câmara da Berlinale: Karlheinz Böhm, ator austríaco, e Otto Sander, ator alemão

- Urso de Cristal da seção Geração (para crianças e adolescentes): "Buddha Collapsed Out Of Shame", de Hana Makhmalbaf (Irã).


Fonte: Yahoo Notícias


Leia sobre alguns desses filmes aqui

3.2.08

Carnaval do catador


2 de fevereiro, dia de Iemanjá e sábado de carnaval. A cidade que não tem carnaval e muito menos comemorações para Iemanjá teve como atrativo o jogo do Vitória da Conquista contra o Bahia. Os torcedores desembolsaram 10 reais ou enfrentaram uma enorme fila para trocar notas fiscais por ingressos para ver o time da cidade perder dentro do seu estádio. Não sou nenhum especialista em futebol, nem pretendo. Em síntese, o jogo não teve nenhuma atuação brilhante. O 2X1 conquistado de virada deve valer maiores comentários, mas não por mim. A não ser devido a chamada camisa doze.


A torcida sempre surpreende o time. O estádio lotado e a empolgação do torcedor é o que mais me chama atenção. Dia de jogo no Lomanto Jr. certamente é o dia em que os famosos e inúmeros “babas” da cidade são cancelados. Mesmo jogando latinha para cima e recebendo mal o torcedor visitante, o clima no estádio é de quem já conquistou muito.


Famílias vão assistir ao jogo, as garotas bem arrumadas da Olívia também, assim como os ratos de academia. A arquibancada demonstra uma diversificada população conquistense. Inclusive aquela sem oportunidade. Lembra até o carnaval das desigualdades celebrado em Salvador.


O personagem que me prendeu a atenção não estava no estádio para ver o jogo. De vendedor de refrigerante, cerveja e água, ele passa a ser catador das latinhas. As voadoras armas de alumínio que tomam o céu do estádio já no fim da partida têm ganhado novos rumos com a atuação desse conquistense que busca driblar a vida.


Ainda faltavam mais de vinte minutos para o fim do jogo. O Conquista já perdia, a torcida já desanimada, a ala organizada tentando puxar o coro, as olas já não apareciam mais. Todos ainda levantavam com a esperança das bolas na área adversária, mas foram todas perdidas. Mesmo assim o agora catador continuava o mesmo cantador, com um sorriso de uma ponta a outra do rosto, arriscando passinhos e tudo. O motivo não era a vitória do Bahia, aliás, nem sei se ele sabia do placar. Na sua atuação, ele estava o tempo todo de frente para a torcida e de costas para o campo.


O estado de ânimo desse homem se deu por outro motivo. As latinhas amassadas que enchiam o saco de plástico foram o suficiente para explicar sua alegria: “só hoje já foi mais de quinze reais...


Ele podia rir mesmo, afinal ele quem saiu ganhando, independente de resultados.


Para conhecer o time do Conquista, clique aqui.