23.7.08

Camelo lança cd solo com inéditas

Marcelo Camelo, vocalista e guitarrista da banda Los Hermanos, está se lançando oficialmente em carreira solo. O músico anunciou que está terminando de gravar seu primeiro álbum e planeja entrar em turnê no final do ano. Alguns shows já estão agendados, Salvador já tem data, no dia 21 de setembro a Bahia poderá conferir o novo trabalho do músico na Concha do TCA.


Há poucas informações a respeito do disco, sabe-se que trará diversas participações especiais, como Dominguinhos e o grupo paulistano Hurtmold.


Desde que o Los Hermanos anunciou o recesso por tempo indeterminado, em abril do ano passado, Marcelo vem mostrando seus primeiros passos solo em sua página no MySpace. Duas músicas novas, "Teo e a Gaivota" e "Doce Solidão", estão disponíveis no site. Os outros componentes da banda também têm desenvolvido projetos pessoais, motivo pelo qual a banda decidiu dar um tempo.

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22.7.08

Mais pop do que nunca

O Papa Bento XVI vai enviar milhares de mensagens de celular para jovens católicos durante um evento em Sydney, na Austrália, com o objetivo de aproximar-se do público jovem.


O World Youth Day (Dia Mundial da Juventude) deve reunir um público estimado em 225 mil jovens durante os seis dias do evento. Durante esse período, o Papa enviará mensagens diárias de esperança para os celulares dos participantes.


A Igreja Católica também criará uma rede de relacionamento pela web. Segundo a agência Reuters, a Igreja Católica é a maior da Austrália, com cerca de 5 milhões de membros, superando até a Igreja Anglicana.

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50 anos de Bossa Nova

Nós éramos um grupo de jovens que procurava uma identidade musical, pois o que se tocava no Brasil no final dos anos 60, apesar de ser uma música bonita, bem feita, não era em absoluto uma realidade de uma geração mais solta, mais alegre, mais ligada à natureza do que a geração anterior que curtia a noite, as boates, os amores sofridos e cuja música refletia essas situações de seu dia-a-dia.

Ouvíamos e tocávamos sambas-canções que diziam: "Sei que falam de mim, sei que zombam de mim, ó Deus, como sou infeliz", ou "Se eu morresse amanhã de manhã, não faria falta a ninguém", ou "Garçom apague essa luz que eu quero ficar sozinho, garçom me deixe comigo que a mágoa que eu tenho é só minha".

Imaginem nós, com 20 anos de idade, cantando todo esse sofrimento!

Passamos então a criar um outro universo mais leve e mais otimista na maioria das vezes, como: "Era uma vez um lobo mau que resolveu jantar alguém", ou "Se todos fossem iguais a você, que maravilha viver", ou "Dia de luz, festa de sol, e um barquinho a deslizar no macio azul do mar". Todas essas mensagens vinham acompanhadas de uma música que era uma fusão de tudo que ouvíamos, como samba-canção, samba, bolero, jazz e muito musical norte-americano que passava sempre nos cinemas Metro. Essa fusão de melodias e harmonias veio embalada por uma batida que ficou famosa como "a batida da Bossa Nova" que todo mundo queria aprender, aliás, todo "O Mundo".

Nossa música, que sofreu essas influências que enumerei, viria, pouco mais tarde, a influenciar compositores, músicos e arranjadores do mundo inteiro.

Para mim, música é isso, uma coisa em eterna transformação, mutante e recebendo influências (boas) de todos os lados, pois se ela tentar se manter totalmente fiel às suas origens, tenderá a se extingüir, dando lugar a outras formas. A Bossa Nova está aí há 50 anos com sua forte personalidade, mas com novas harmonias, melodias mais arrojadas, e até a célebre batida da Bossa Nova hoje tem uma série de variações.

Poucos anos atrás, ou seja, no final do século passado, na Europa e Japão, principalmente, começou um movimento de uma música mais dançante, ligado à Bossa Nova, fazendo uma fusão com a música eletrônica e DJs. Com isto, compositores vários da Bossa, como Joyce, Marcos Valle, Jobim, etc., tiveram suas músicas regravadas e lançadas nessa nova onda, fazendo com que milhões de jovens saíssem dançando e cantando canções compostas há mais de 40 anos, como se fossem feitas para eles hoje em dia. Claro que tem muita coisa ruim sendo feita para aproveitar essa "onda", mas também tem muita coisa legal.

Bebel Gilberto, filha de Miúcha e João Gilberto, fez sucesso mundial com sua Nova Bossa, Marcos Valle e Joyce têm feito shows pelo mundo inteiro com suas Bossas revalorizadas, eu mesmo participei de algumas viagens com o grupo Bossa Cuca Nova fazendo shows em festivais com público de mais de 200 mil pessoas, coisa que a Bossa Nova tradicional nunca poderia ter alcançando com a intimidade de sua música.

Hoje podemos ter uma convivência pacífica entre a Bossa tradicional e a atual e acho isso super benéfico para as duas formas.

Não tínhamos a menor noção de que nossa música, nascida no final dos anos de 1950, continuasse com o vigor que tem hoje, 50 anos depois...

E se a deixarmos caminhar por aí se juntando às boas coisas que forem aparecendo, garanto que ela chegará a mais 50 anos. Quem sabe a gente ainda verá isso acontecer!

Trecho da publicação Livro-agenda 2008 ― 50 anos de Bossa Nova, de
Roberto Menescal (retirado do Digestivo Cultural)
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Valeu, Dercy



O Brasil perdeu, no último sábado, dia 19, a humorista Dercy Gonçalves. Com 102 anos e ainda lúcida, Dercy teve complicações respiratórias, o que a levou a morte.

A artista iniciou sua carreira em 1929. Passou pelos palcos do teatro, pelas telas do cinema e da TV. Sua marca era a irreverência, o humor escrachado e o improviso. Parafraseando um dos seus fãs, "morreu a Dolores, a Dercy continua viva, pois um mito nunca morre".

Acima, trecho da participação da Dercy em um episódio do Sai de Baixo.
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Assumindo


Ronaldo é mesmo um fenômeno!
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15.7.08

Elomar lança seu primeiro livro


O cantor e compositor conquistense, Elomar Figueira de Melo, lança no próximo dia dezoito o seu primeiro romance. O livro Sertanílias tem uma narrativa dinâmica e inovadora, se aproximando dos roteiros de cinema. Na obra, Elomar traz à tona questionamentos sobre a vida dos vaqueiros, violeiros e tropeiros, figuras presentes na trajetória e obra do cantor, através de um vaqueiro culto, chamado Sertano.


Crenças, costumes, filosofia e até mesmo física quântica se misturam na história do anti-herói. Sertanílias chama atenção também por resgatar um esquecido gênero literário, os romances de cavalaria. Castelos medievais, príncipes e princesas fazem parte da narrativa e assim como em suas músicas, Elomar utiliza as expressões e as marcas do ambiente sertanejo como plano de fundo.


Para Elomar o lançamento só poderia acontecer em Vitória da Conquista, pois é o espaço geográfico onde reside a matéria prima das suas criações, segundo o autor, o sertão conquistense é sem dúvida o ambiente mais próximo do descrito por ele no livro.,


O lançamento acontece no próximo dia 18, sexta-feira, na AABB, com seção de autógrafos e uma pequena apresentação musical do cantor. O livro poderá ser adquirido na ocasião do lançamento ou pelo site da Rossane Publicidade.


Segundo a assessoria do cantor, o livro não está disponível em livraria, pois é um lançamento independente.

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Notícias que vão mudar o mundo - I

Maurício Mattar prepara documentário sobre sua carreira

Caminhão de lixo passa em cima de pé de catador

Jovens são assaltadas na frente do Planalto

Usar calcinha faz mal à saúde, dizem especialistas

"Excesso de prisões" causa superlotação, diz juiz

Ana Carolina se irrita em restaurante e pede fast food

Sandy bebe chope durante gravação

Ex-BBB Gyselle é atropelada em Paris

Ivete Sangalo liga e parabeniza Claudia Leitte pela gravidez


do Site KibeLoco
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Cotas na Uesb

Após 5 anos de discussões, a UESB é a 55ª Universidade do Brasil e a última da Bahia a implantar o sistema de cotas de vagas para minorias. O Conselho Superior de Ensino Pesquisa e Extensão, o CONSEPE, aprovou ontem (14) o texto.


Além de reservar um percentual das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas, outras serão criadas para contemplar afro-descendentes, indígenas e portadores de necessidades especiais.


O reitor da UESB, Abel Rebouças explicou como funcionará o sistema de cotas:
“Metade das vagas continuam pertencendo aos estudantes de um modo geral, (…), os outros 50% serão distribuídos entre os estudantes cotistas, desses 50%, 70% destinam-se aos afro-descendentes, ou seja, negros e pardos, e o restante para os estudantes que vem das escolas públicas”.


O estudante da escola pública tem que ter estudado no mínimo 7 anos no ensino público para se candidatar ao sistema de cotas.


Além disso, também foi aprovado a criação de uma quantidade de vagas adicionais para outras categorias consideradas excluídas do ponto de vista social, que são os indígenas e portadores de necessidades especiais, “na verdade não seriam cotas, mas são vagas adicionais aos 100% das vagas existentes, ou seja, para cada curso da universidade vamos ter 1 vaga para indígena, 1 vaga para quilombola e 1 vaga para portadores de necessidades especiais”, explicou o Reitor.


As cotas já farão parte do próximo vestibular.


Texto do site Núcleo de Notícias

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8.7.08

De couro, meu tesouro*


O deputado Edigar Evangelista dos Santos chega exausto ao gabinete no sexto andar do Anexo IV da Câmara Federal. Em tempos de festas juninas, não é mole dividir as atividades parlamentares com as de cantor de forró. Varou a noite revezando-se ao volante de um Fiat Uno com um amigo músico, de Caetité, na Bahia, até Brasília, para conseguir alcançar a sessão de quarta-feira. São 800 quilômetros de distância. Puxado, até para quem se define como “um estradante”.

“Eu assumo as faltas, não mando atestado médico, como muitos. Fiz shows em mais de 20 cidades em junho”, conta. O deputado cantor tem olheiras nas pálpebras manchadas pelo vitiligo, que lhe descoloriu também as mãos e lhe rendeu o apelido incorporado ao nome político. Edigar Mão Branca (PV-BA) conta que foi ele mesmo quem se alcunhou assim, ainda adolescente, para “quebrar o gelo” e certo constrangimento das pessoas diante da visão da doença que despigmenta a pele. Mas sua marca, na verdade, não é essa.

Mão Branca ficou conhecido por usar chapéu de couro. Ou melhor: por se recusar a tirá-lo. Quando assumiu o mandato, em março do ano passado, na suplência deixada por Geddel Vieira Lima, guindado ao posto de ministro da Integração Regional, comprou briga com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, pelo direito de levar a peça sobre a cabeça em plenário. Chegou a entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal pelo direito de usar o chapéu na Casa.

O STF negou o pedido, mas Chinaglia resolveu deixar para lá e Mão Branca circula livremente com o chapéu de couro de vaqueiro nordestino pelo Salão Verde, plenário, comissões, corredores e afins. O deputado foi visto até na recepção oficial da Câmara ao príncipe japonês, Naruhito, mês passado, usando o dito-cujo. Segundo os jornais, não tirou nem na hora da execução dos hinos. “Mentira, coloquei o chapéu no peito durante o Hino Brasileiro. Agora, para um príncipe que vem para cá explorar a gente, eu vou lá tirar chapéu?”

Rebelde sem causa (mas com chapéu), Mão Branca explica que adota um critério de livre-arbítrio, do qual não transige sob nenhuma hipótese na hora de descobrir a cabeça – e ele nem é careca nem nada. É assim: ao entrar numa igreja, por exemplo, tira o chapéu automaticamente. “Mas se o padre pedir, não tiro”, desafia. E para as mulheres? “Ah, para as gatinhas, sempre”, galanteia o deputado, que tem um filho de 6 anos. O senhor é casado? “É, sou casado, né? Bom, casado, casado, como a sociedade diz, não.”

O cantor parlamentar ou parlamentar cantor prefere não misturar as duas atividades (“Tô correndo léguas de falar de política em meus shows”), mas lançou um forró sobre o imbróglio com a presidência da Câmara, onde faz um jogo de palavras entre “decoro” e “de couro”, matéria-prima de seu querido chapéu. Meu chapéu é de couro parlamentar/ Esse meu chapéu é um tesouro/ Com tanta coisa pra consertar,/ queriam implicar com meu chapéu de couro./ Hoje eu digo que é melhor usar o meu chapéu/ Do que dar um chapéu no povo, canta.

Também lançou um projeto de lei defendendo a liberdade do uso de chapéu em estabelecimentos públicos e privados, aprovado em junho na Comissão de Educação e Cultura da Câmara e encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça. Apresentado em abril do ano passado, pode-se dizer que, em se tratando da Câmara Federal, a apreciação do projeto foi de uma rapidez espantosa. Com perdão do trocadilho, de tirar o chapéu.

Mas, depois da confusão com a presidência, Mão Branca afirma que vem sendo boicotado pela direção da Casa. Segundo ele, o Jornal da Câmara não publica nenhuma foto sua e chega ao cúmulo de usar Photoshop para apagá-lo das aparições em plenário. Responsável pelo jornal, o secretário de Comunicação Social, William França, nega as acusações. “Não houve, não há nem haverá censura contra o deputado ou contra qualquer outro”, diz França. “Só usamos Photoshop para corrigir claro, escuro.”

O secretário conta que, em abril deste ano, foi procurado pelo parlamentar, que queria saber por que não haviam sido publicadas no jornal interno as fotos de uma manifestação que protagonizou nas dependências da Casa. Trancado numa gaiola de passarinho ao lado do compositor Xangai, ele cantou no lançamento de sua Frente Parlamentar em Defesa da Música – aliás, outro projeto de lei de Mão Branca prevê que a cantoria seja declarada “patrimônio imaterial nacional”. França explicou que a foto só não entrou por falta de espaço na hora da edição.

“Que nada, é preconceito. Eles têm nojo de nordestino. Queria ver se haveria sessão no Congresso se as festas de São João fossem em São Paulo. Duvido”, diz o parlamentar. Baiano de Macarani com domicílio eleitoral em Itapetinga, o deputado trabalhou na roça, engraxou sapatos e foi locutor de rádio antes de se lançar na política. Escolheu o Partido Verde porque se sentia “mais próximo da esquerda”. A candidatura a deputado federal foi a primeira: recebeu 23.411 votos em 2006.

Agora, planeja concorrer a prefeito de Itapetinga, mas prevê que será mais difícil conciliar as atividades de administrador da cidade com a de músico. E músico de sucesso, gaba-se. “Sou Roberto Carlos em dez cidades”, diz. Em Maracás, cidade do centro-sul baiano com 34.221 habitantes, de acordo com o IBGE, viu chegarem “umas 30 mil pessoas” para assistir ao show. Ou seja, quase 100% de comparecimento. Quórum de dar inveja a Arlindo Chinaglia.

Até por isso, apresentou outro projeto polêmico, a volta dos showmícios, proibidos desde a minirreforma eleitoral de 2006. “Acabaram com os showmícios de forma brusca, truculenta, sem respeitar uma classe. Nem seria capaz de dizer quantos artistas foram prejudicados”, defende. “A gente sabe que o showmício tem malefícios, que beneficia os candidatos que têm mais dinheiro, mas pode-se estabelecer regras, ora.”

Além de dar emprego aos músicos, a volta dos showmícios iria proporcionar uma vantagem extra: ajudar as pessoas a suportar a chatice dos discursos políticos, como reconhece o próprio parlamentar. “Para ter saco de ouvir determinadas mensagens, só com a certeza de que haveria show depois. A música bota vida até em velório”, prega.

Outro projeto de lei do deputado é a criação, pelo Ministério das Cidades, de uma linha de financiamento para rebocar as casas que ainda possuem fachada em tijolo aparente. Não que ele ache feias, mas porque, opina, são símbolo de pobreza. “Salvador, por exemplo, tem praias maravilhosas, mas aí você olha e vê bairros inteiros com casas sem rebocar.” Com tantas idéias diferentes, Mão Branca não teme ser apontado como um parlamentar exótico, mesmo porque “coragem de ser autêntico” é seu slogan.

No gabinete, a gaiola onde cantou com Xangai continua lá, ao lado de três chapéus de couro novos. Ele prefere usar um velho, que herdou do pai. E como faz para tirar aquele cheiro característico do couro nordestino? “A inhaca? Ela passa depois. Ou então sou eu que me acostumo”, especula. E dá a resposta definitiva para quem acha falta de respeito circular pelo Parlamento com chapéu na cabeça. “Falta de respeito é falar palavrão, roubar o povo...”

* Matéria publicada na Revista Carta Capital, ed. 503, de 04/07/08
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Em defesa do Jornalismo, da Sociedade e da Democracia no Brasil


A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.

A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.

Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.

É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil
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Proponho um brinde à lei seca

Merece um brinde - aliás, vários brindes. Desde que evidentemente não se volte dirigindo para casa.


Dados colhidos por Mônica Bergamo, da Folha, a partir de relatórios oficiais, mostram que, desde a implantação da lei que inibe o motorista de dirigir alcoolizado, a queda no número de atendimentos nos hospitais especializados em trauma, na cidade de São Paulo, foi de 55%.


Isso em apenas três semanas. O efeito, de fato, não é da nova lei --já havia uma legislação que obviamente proibia a combinação de bebida com direção. Pesaram aqui a educação e, em especial, a punição.


O fato é que, neste momento, mexer abruptamente na lei pode significar a tradução de que "liberou geral" e implicar imediatamente mortes.


É hora, agora, de avançar ainda num esforço de também impedir a glamourização da bebida feita pela publicidade.


Texto de Gilberto Dimenstein (FSP). Concordo com o brinde! Para alguns punir não adianta, a educação é que vale. Infelizmente, no Brasil as coisas não acontecem com tanto romantismo. Ahhh, se houvesse fiscalização para que nossas leis fossem de fato cumpridas... Coibir a negicência e a irresponsabilidade no trânsito é garantir um dos princípios constitucionais: o nosso direito de ir e vir.

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