29.8.06

Acorda Brasil!


De que vale ter tudo na vida, se naõ tenho a beleza do amor!?

O Brasil é auto suficiente em não sei lá o que, o Brasil tem o melhor futebol - exporta jogadores!, tem as melhores bundas - que exporta também, é uma democracia (?), não é vítima de terremoto, maremoto, vulcões e coisa e tal. Também não é muito pobre (é muito desigual!), não tem nenhuma doença que atinge grande parcela da população e não passa por nenhuma guerra civil. "Eita páis bom danado!", assim diria Luiz Gonzaga, mas também diria: "país dos políticos corruptos, dos cabra macho e covarde também".

Samba da contradição, se alguém não compôs uma música assim é que já existia uma com o título sinônimo: Brasil!

Orgulho de ser brasileiro? Tenho sim! Mas é o mesmo orgulho que teria se morasse em qualquer outro lugar do mundo, é idiotice querer ter o país à frente de tudo, no topo de todos os rankings, mas é como todas as outras contradições, queremos o Brasil à frente de todos (doce ilusão) porém também queremos a igualdade entre os povos, queremos a união entre eles, e ainda dizemos que todos são iguais. Quem entende?

Somos ufanistas baratos, criados pelas opiniões vendidas na esquina, pela caixa do meio da sala que cospe todo o seu neoliberalismo e toda sua luta pelo capital. Patriotismo tem limite e comportar-se conforme as regras do ser um ser humano tem que obedecer a seguinte recomendação: pé no chão para não cair em contradição, o samba já tá tocando, se vacilar você dança.

27.8.06

Aquela rua da Cidade Perdida


Perdido em uma cidade que nada parece comigo, de ruas vazias e mudas com casas de muros altos e que escondem aquilo que ninguém pode ver, comecei a refletir sobre as pessoas que moravam ali, "e se eu morasse ali?" - não seria o mesmo, com certeza. Sabe quando você se sente sobrando em um lugar? É assim que me sinto quando passo por ali, ou quando me permio estar ali por alguns instantes ou por alguns minutos.

Só que nunca havia parado para perceber as transversais que cortam a rua principal daquela cidade, elas que me fizeram definir a cidade como uma cidade perdida, esse é o nome daquela cidade pra mim, a Cidade Perdida. Pela rua principal, que mais parece uma vitrina das novas tendências em tudo: carros, tênis, roupas, penteados, maquiagens e até as modas que nos tiram da normalidade ou as novas formas de "xavecar", tudo exposto e utilizado pelos moradores da cidade e não é difícil encontrar turistas por lá, há quem se desloca sim para se sentir da cidade ou para ver, ouvir e viver um pouco da ilusão criada por aquelas pessoas, e o pior, é que é uma mensagem forte e atrativa a propaganda feita pelos moradores e adoradores da Cidade Perdida.

A Cidade Perdida é famosa por suas máscaras e isso está esposto na contradição das suas ruas, quando todos se preparam para encher os barzinhos que fazem parte da vitrine de ilusões, as pessoas não apenas vestem os novos tênis, as novas roupas e fazem a melhor maquiagem e o melhor penteado, como vestem suas máscaras, encaram a realidade passageira e esquecem o que estão todo dia ao redor delas, é uma tentativa de se fazer igual aos outros, pecam por isso, tentam se isolar, se iludir com a realidade forjada.

Sabe as ruas tristes e pacatas??? Foi a forma encontrada pela verdade para se expor. O que se inventa não passa do final de semana. A verdade, por mais que escondida atrás das máscaras e muros, está explícita no vazio e na imensa solidão daquelas ruas. Até a rua principal consegue as vezes gritar que ali não existe nada do que dizem, o que veem de vez em quando são pinturas que se borram quando cada morador da Cidade volta para casa com a ressaca do seu interior, mas sabe o que é o pior? Ninguém da Cidade Perdida encherga ou percebe tudo isso, já que ninguém conhece outras cidades.

26.8.06

Orkut pode ser suspenso do Brasil


A Tarde On Line
25/08/2006 - 09:10 - Última Atualização: 25/08/2006 - 09:08

Orkut pode ser suspenso no BrasilO Google ameaça encerrar as atividades do Orkut no Brasil ou limitar o acesso aos internautas brasileiros, caso não seja possível coibir o excesso de usuários nacionais, que respondem por entre 80% e 90% do total (cerca de 20 milhões) - ou se não houver um acordo com a Justiça, que exige do Google a liberação de dados de usuários para coibir a prática de pedofilia e outros crimes praticados no site de relacionamentos. A diretora jurídica do Google, Nicole Wong, confirma o risco de suspensão do Orkut no país, mas que a empresa "está muito feliz em prover esse serviço ao Brasil e gostaria muito de poder continuar a fazê-lo". O Google reluta em ceder dados de seus usuários, a não ser em acordo com a Justiça dos EUA, por temer que esses possam ter uso político. Segundo a empresa, autoridades chinesas e iranianas já exigiram informações de dissidentes dos respectivos regimes para poder persegui-los. O Ministério Público (MP) já solicitou 52 pedidos de queda de sigilo desde 2003, na maioria casos de pedofilia e de crimes de racismo e ódio. No entanto, segundo o órgão, o Google descumpre seguidamente decisões da Justiça. Na terça-feira, 22, o MP entrou com ação civil para obrigar a empresa sediada no Brasil a pagar multa de R$ 200 mil por dia por solicitação não cumprida, indenização por danos morais de R$ 130 milhões, ou 1% do faturamento da receita do grupo em 2005, e, em último caso, fechamento da filial. A Safernet, ONG que recebeu, de 30 de janeiro a 26 de abril, 34.715 denúncias de pornografia infantil no site de relacionamentos, preparou um relatório com denúncias de crimes de pornografia infantil e pedofilia supostamente cometidos no Orkut. O documento foi entregue pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) à Embaixada dos Estados Unidos nesta terça-feira, 22. * Com informações do Jornal Folha de S. Paulo

22.8.06

As minhas meias


A guerra no Iraque, os ataques do PCC e a ideologia da Veja são exemplos de coisas que sempre julgamos, mas nunca sabemos mesmo se está certo ou errado. Acredito que há erros e acertos nesses casos citados, afinal estamos “de fora” (no sentido de proximidade – somos brasileiros, portanto longe do Iraque e dos EUA; moramos no interior da Bahia, longe dos ataques acontecidos em SP, e nunca estivemos presos, ou seja, longe de conhecer o sistema carcerário brasileiro; e, ainda não somos jornalistas, e muito menos incluídos no mercado para apontarmos qual revista ou jornal está agindo corretamente ou não, ou ao menos, se existe isso). Estamos de fora mesmo!

Mas, hoje em dia é assim: sentimos a obrigação de estar criticando a tudo e a todos, comentando fatos ou acontecimentos e passando a diante as informações consumidas, que muitas vezes não digerimos para engolir. Em tudo queremos encontrar o certo ou o errado, mas pra mim isso já não existe, acho que há o que é “meu certo” e o que é meu erro. O que pra mim é certo pode também ser o errado, mas errado pra outra pessoa (certo pra mim, errado pra você, ora!), então esse é meu erro, não conseguir ver! Por exemplo, em uma calorosa discussão, por mais que eu saiba que não pertence a mim a verdade, não consigo enxergar que os outros também são certos. É esse o meu único erro: eu estar errado!

Acabo sendo o que eu penso, quando estou errado é por que estou dançando conforme a música dos meus pensamentos e das minhas idéias, mas não vejo que estou errado, só sou assim para os outros. Para mim, estou sendo certo. E o mesmo acontece com quem criticamos, a Veja, os EUA e o PCC dançam conforme a música de suas idéias e não devemos puni-los por isso, afinal também agimos assim, só que nossa música é outra, há diferenças, às quais dizemos respeitar. Enquanto uns dançam funk, outros dançam balé, e não há nenhum problema nisso, mas pra quem dança funk, balé é ridículo, e para quem dança balé, o funk é muito pior. Afinal, a que ponto pretendo chegar? A uma conclusão. Espero te convencer que há meias verdades e nenhuma mentira, meias coisas certas e que não há erro, só há discos diferentes rodando em cada vitrola.

Da mesma forma é definir o que é política, o que é o amor e o que é Deus. São outras coisas (lógico!) as quais nunca sabemos ao certo o que são, pois não conseguimos encontrar um único conceito que nos satisfaça e, quando encontramos, não nos contentamos, ou não acreditamos que seja somente aquilo. Mas, no fundo, há para cada um o seu entendimento do que é política, do que é o amor e do que é Deus. E só cada um conhece os seus conceitos, mesmo sem entendê-los.

E se tudo o que penso é o que vejo e o que faço, as minhas idéias são minhas formas de ver o mundo, só que o vejo pela metade, porque há dois lados: eu e você, como as tuas verdades pertencem somente a ti, só enxergo metade da verdade, a que pertence a mim, lógico. Então, acredito nisso: há meias verdades, meias idéias, meias coisas certas, e o todo jamais será conhecido, por mais que tentamos nos impor.

Estas coisas por mais que pareçam sem lógica, são todas as nossas coisas, as nossas contradições. Veja um exemplo, a chamada elite intelectual, contra à quase tudo, é assim chamada porque busca entender a tudo e a todos, e por isso, sente se digna de criticar a tudo e a todos, mas para que elas fazem isso? Só pode ser para garantir poder, se não todo o poder, e não há outra explicação (a não ser a sua), apesar de muitos deles ter posicionamento contrário à centralização do poder. Pronto, entendeu? Contradição pura, não?

E eu, também, na minha humilde posição de possuir apenas meias verdades e meias idéias, sou uma pessoa contraditória. Prova disso é que às vezes, quando as outras estão sujas, calço as minhas meias que têm uma bandeira dos EUA, mas juro, não passa de um simples par de meias, que apesar de um par, não conseguem ser um todo (até as meias são contraditórias!).

Para Andressa, Fernanda e Mirna.

18.8.06

Até a sala lá de casa


De repente tudo se vira contra mim, até meus pensamentos. É sofá, é tv, é a música que toca, as cortinas, as portas e as janelas... até alcançar meu quarto é tanta dor, que parece pesadelo.

Busco logo desligar o som, pensar em outra música, sei lá... busco meu quarto, meu canto, um canto distante, qualquer lugar longe e vazio, sem nada, sem pensamentos até.

Quantas vezes não quis ir pra perto do mar, deixar o vento levar tudo... a onda me alcançar até.

São vezes que se transformam no olhar pela janela, olhar lá pra fora, ver o carro parado à frente, o poste com uma luz apagada, uma escuridão... mas, volta e meia sai vida dali... passa alguém rindo, alguem sozinho, alguém pra me alegrar: um casal brigando, um equilibrista - pra não dizer um bebado (rsrs) - e tantas outras figuras que acabam sendo uma TV pra mim, mas essa não está contra mim...

Sei lá porque, as vezes é assim, meus pensamentos se transformam em mim mesmo, penso que nem sempre é assim, mas gostaria que fosse sempre que eu quisesse. Para ao menos conseguir ver o mar da minha janela, sentir a onda em mim e o vento levando o que me persegue e se vira contra mim, até a sala lá de casa.

15.8.06

CERTO EM LINHAS TORTAS?

Ernesto Che Guevara foi assassinado por militares bolivianos após uma difícil busca pelos campos do país onde Che comandava uma guerrilha para implantação do socialismo na América Latina. O destino trágico de Che e a sua luta pelos pobres e oprimidos o tornou mais vivo do que jamais quiseram. Ernesto, hoje, é venerado por muitos, sendo referência, ídolo e protetor do que sempre foi, seus ideais estão vivos nas mentes de todos que acreditam numa revolução.

O que quase ninguém sabe é o que aconteceu com os que participaram da busca e assassinato do líder da revolução cubana.

O presidente René Barrientos morreu num acidente de helicóptero, um ano e meio depois. O coronel Joaquim Zenteno Anaya, chefe das tropas, foi assassinado em Paris. O ranger Andrés Selich foi morto, espancado por integrantes do exercito boliviano. Mario Terán, que disparou a rajada contra o corpo de Guevara, ficou louco. O coronel Quintanilla, que mostrou o cadáver aos jornalistas, morreu com três tiros em Hamburgo. Ovandio Candia, comandante-chefe das Forças Armadas, viu o filho morrer de câncer três anos após a execução de Che. O tenente Eduardo Huerta morreu num acidente de carro. O general Juan Jose Torres, chefe do Estado Maior e um dos que decidiram matar Che, foi assassinado na Argentina. Gary Prado foi baleado numa manifestação e ficou paraplégico.

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Caiu!

Terça, 15 de agosto de 2006, 19h53 Atualizada às 21h15
Primeiro deputado "sanguessuga" renuncia ao mandato

O deputado federal Coriolano Sales (PFL-BA) foi o primeiro parlamentar a renunciar para evitar o processo de cassação, sugerido pelas investigações divulgadas pelo relatório parcial da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas, que encontrou indícios de participação no esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Sales é um dos 69 deputados citados pela CPI e concorria a um novo mandato à Câmara dos Deputados.

O deputado entregou a renúncia por carta à Mesa Diretora da Câmara e o documento precisa ser lido no plenário da Casa. Com a renúncia, Coriolano Sales continua como candidato a deputado federal pelo PFL na Bahia.

A renúncia é uma forma de o deputado fugir da abertura do processo por quebra de decoro que poderia resultar na cassação do mandato e na perda de parte dos direitos políticos. Isso porque o PV protocolou uma representação ao Conselho de Ética para acelerar a tramitação dos pedidos de abertura de processos de cassação.

Agência Brasil