27.8.08

A proibida

Devido a esta foto, a Editora Abril está proibida de distribuir novas tiragens da revista Playboy deste mês. A decisão foi do juiz Oswaldo Henrique Freixinho, da 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro, motivada por uma ação conjunta movida pelo Instituto Juventude Pela Vida, do Rio de Janeiro, e pelo padre goiano Luiz Carlos Lodi da Cruz, que consideraram um desrespeito com as instituições religiosas a foto de Carol Castro seminua segurando um terço.

Carol Castro foi a garota escolhida (sabe-se lá por que) para as páginas da edição comemorativa de 33 anos da revista, mas as fotos do Bob Wolfenson não nos dá motivos para comemorar, ainda mais para a editora que agora corre o risco de pagar multa de R$1.000,00 por dia se a decisão não for cumprida.

26.8.08

Festival meia-boca

O Festival de Inverno Bahia, promovido pela Rede Bahia em Vitória da Conquista, exigiu a carteira de estudante para a compra dos ingressos com o desconto garantido pela Lei de Meia-Entrada e prometia cobrar a carteirinha nos portões do evento. Seguindo as instruções da organização do Festival, nos pontos de venda só aceitavam carteiras reconhecidas pelo MEC. A atitude fez com que os estudantes se filiassem às entidades que, coincidentemente, se organizaram na cidade para emitir as carteirinhas dias antes do lançamento do primeiro lote de ingressos.


O interessante é que, aqui em Conquista, a atuação dessas entidades não passa disso e que os estudantes, loucos para curtir Pitty, Capital Inicial, Jota Quest..., desembolsaram os seus R$8 para garantir o desconto de 50% e pagar um pouco mais de R$40 pelos ingressos dos três dias.


Mas, a organização do FIB não cumpriu com sua palavra. Primeiro, sabotou os estudantes que tinham o direito de comprar os seus ingressos pela metade do preço, forçando-os a se filiar em uma dita entidade estudantil. E sabotou num segundo momento, pois não exigiu a apresentação da carteirinha na entrada e ainda por cima, liberou a venda na bilheteria pela metade do preço se o estudante apresentasse o seu comprovante de matrícula e um documento de identificação. No fim das contas, qualquer um pagou meia: cambista vendia ingressos da meia-entrada e nome impresso no ingresso não serviu pra nada, Tatiana podia ser Felipe e vice-versa.


O FIB desrespeitou os estudantes com carteirinha, assim como os sem carteirinha. Poderiam ter simplificado a situação se na venda dos ingressos tivesse, desde o início, exigido apenas a comprovação da qualificação de estudante, afinal, o direito de meia-entrada se aplica a estes e não só aos portadores de carteirinhas.


Para quem quiser entender como a meia-entrada se tornou um negócio lucrativo leia no site da Caros Amigos.

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Adorável sacrifício


"Eles cobram muito e dão pouco". Eles, para Rosângela dos Santos, é pronome indefinido. Podem ser os dirigentes do esporte brasileiro, os amigos, os vizinhos. A velocista de Padre Miguel, subúrbio do Rio de Janeiro, convive com um paradoxo: recebe a pressão de ser atleta de ponta tendo só 17 anos.

Integrante da equipe do revezamento 4x100m nos Jogos Olímpicos de Pequim, que começaram nesta sexta, só agora a garota descobre a parte boa do esporte - a ruim ela já conhece há algum tempo.

Até ser contratada pelo Fluminense, neste ano, a maioria das despesas com o atletismo era bancada pela mãe, que mora nos Estados Unidos. Lá, Rosângela nasceu e morou até completar um ano.

Ainda se surpreendendo com o assédio, ela brinca com a ligação do repórter, que interrompeu os preparativos para a viagem à China. "A imprensa pressiona muito, também, viu?".

A rotina de viagens impede uma dedicação maior aos estudos do 3º ano do ensino médio. "Mas o colégio entende, né? Aí meus amigos guardam a matéria pra mim...", diz, rindo, no mais autêntico carioquês.

O baiano Everton Lopes, 19, não contou com tal ajuda. Quando deixou de ser ajudante de obras e carregador de compras de supermercado para investir no boxe, precisou parar na 7ª série. "Mas tô querendo voltar a estudar. A gente não tem muito tempo na profissão". Ele converte as dificuldades em incentivo. "Se eu tivesse regalia demais, não iria lutar tanto e mostrar resultado", diz Everton, morador da Av. Ogunjá, em Salvador.

Toda a seleção brasileira da modalidade conta com uma ajuda de custo da Confederação Brasileira de Boxe [CBBoxe] entre R$ 800 e R$ 1.500. Luís Carlos Dórea, ex-boxeador e um dos treinadores da equipe, ressalta a influência da ajuda financeira nos resultados. "Sem se preocupar com alimentação e material de treino, por exemplo, fica mais fácil manter o foco nas competições".

Everton, que optou pela mãe quando da separação dos pais, contou que a relação com Dórea extrapola os limites do esporte. "Gosto de meu pai, mas não tenho tanta amizade. Já meu professor acaba estando do meu lado nas horas ruins e nas boas".

O técnico chama de "família" o grupo treinado por ele na Academia Champion, na Cidade Nova, onde Acelino "Popó" Freitas virou estrela. "Eu os oriento como faço com meu filho. Sei que eles estão virando adultos agora, e é difícil abdicar de tudo pelo boxe".

Dúbio- Segundo o psicólogo do esporte Rafael Tedesqui, o conflito juventude e responsabilidade pode ter resultados opostos. "A pressão da mídia, dos técnicos e dos pais pode exercer influência muito negativa se o atleta não estiver bem psicologicamente". Ele explica que esportistas não podem ter prejuízo tão grande, sob risco de ter depressão e burnout [exaustão e queda de interesse no trabalho].

Mayra Aguiar tenta fugir disso. A gaúcha não passou pelas dificuldades de Everton Lopes, mas também abandonou os estudos para se dedicar só ao judô. Embora a decisão tenha sido "pensada", ela se ressente da vida social, reduzida ao esporte. "Sinto falta de falar sobre outras coisas, de ter outros amigos. Minhas relações são todas do judô".

Mas Mayra mantém o bom humor. "Meus pais estão abrindo mão de muitas coisas para eu viver este sonho. A geladeira lá de casa, por exemplo, não tem a menor graça. É só alimento saudável!"

Profissionalismo pode ser paixão ou desafio

Jefferson Lacerda foi um dos três canoistas brasileiros nos Jogos de Barcelona, em 1992, a primeira em que o Brasil esteve representado na modalidade. Agora treinador, ele não vê grandes diferenças no apoio ao esporte olímpico, 16 anos depois. "O Brasil continua investindo nos atletas de ponta e deixando a base desprotegida".

Para ele, o potencial dos jovens atletas é, quase sempre, conhecido "na tora". "Fui às Olimpíadas porque dei sorte de minha escola incentivar o esporte. Conheci a canoagem e corri atrás, porque percebi que dependeria só de mim. Os meninos que treino ainda têm de fazer a mesma coisa".

O Bolsa-Atleta, principal iniciativa do Governo para remunerar esportistas, ainda é para poucos. Para receber a ajuda de um salário mínimo [R$ 415], o candidato precisa ter ficado entre os três melhores de sua modalidade nas Olimpíadas Escolares, evento nacional que acontece a cada ano.

Diferente - Luiza Almeida é exceção entre os atletas brasileiros. De família tradicional, não enfrentou os empecilhos habituais. Para ela, porém, não foi por isso que chegou tão cedo aos Jogos Olímpicos  tem apenas 16 anos. "Nunca pensei na minha idade como uma coisa ruim, pois ela mostra que a dedicação é o fator mais importante para conquistar seus sonhos, e não a experiência ou a classe social".

O psicólogo Rafael Tedesqui avalia que, muitas vezes, a condição financeira do atleta influencia no rendimento, já que a pressão costuma ser maior para aqueles que são considerados a esperança da família. "Para quem não vê o esporte como única alternativa, a tranqüilidade costuma ser maior. Já quem recebe o rótulo de salvação da família pode ter uma frustração maior, por conta da quantidade de expectativas depositadas".

Tedesqui, entretanto, lembra que há muitos atletas, que, como Everton Lopes, se dizem melhores quando enfrentam obstáculos. "Às vezes, por maior que seja a cobrança, a pessoa até só funciona bem diante da necessidade".

Por Felipe Paranhos, publicada no Blog do Dez! em 08/08/08
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12.8.08

Salvador é a capital com mais solteiros no País

O advogado Leonardo dos Santos Marquesine, de 33 anos, nunca saiu da casa dos pais. Nem pretende. "Não tenho vergonha de morar com os pais e depender deles. Tenho muita coisa pra conquistar e resolver antes de casar, morar sozinho, namorar firme." Se no passado Marquesine teria de rebolar para explicar aos parentes por que vivia só, hoje sua história parece corriqueira. Solteirões convictos como ele, que comemoram o Dia do Solteiro no próximo dia 15, formam uma das parcelas da população que mais inflam no País.

É um universo sem padrões, que vai desde profissionais no começo de carreira que querem fazer uma poupança antes de sair debaixo da asa dos pais até o recém-divorciado em busca do tempo perdido. De acordo com o censo 2000 do IBGE, há quase 53 milhões de pessoas com mais de 18 anos solteiras, ou 30% da população, um número 70% maior do que na década de 90. Em algumas cidades, esse índice é ainda maior. Segundo pesquisa inédita do Instituto Ipsos/Marplan/EGM, realizada em nove cidades de abril de 2007 a junho deste ano, Salvador é a capital brasileira dos solteiros - 45% da população acima dos 18 anos está sozinha. No segundo está Brasília, com 41% de solteiros (51% homens e 49% mulheres), seguida por Belo Horizonte, com 40% (52% homens e 48% mulheres), e Fortaleza, com 38% (49% homens e 51% mulheres).


A pesquisa da Ipsos, que também mapeou as tendências de comportamento dos solteiros, mostra que é mais fácil conhecer alguém interessante nos corredores de um shopping center (54% dos solteiros freqüentam esses locais) do que na pista de dança de uma balada (apenas 31% vão para danceterias). Assistir a jogos de futebol no estádio, cozinhar nos fins de semana para os amigos e ficar simplesmente em casa assistindo DVD também são atividades mais populares do que ir a concertos e mesmo malhar na academia.


Essas informações fazem brilhar os olhos do mercado. "Hoje em dia, quem dita boa parte das tendências do mercado de consumo são os solteiros, justamente porque eles podem gastar mais com suas próprias vontades", diz o professor de Economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), José Eduardo Amato Balian. "Animais de estimação, prédios para pessoas sozinhas, alimentos pré-prontos, empresas de turismo especializadas, restaurantes, cinemas, bares, teatros, shows.... Todos esses mercados e setores crescem por causa dos solteiros. Quanto mais solteiros, melhor."


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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10.8.08

Neto de peixe...


Integrante do clã dos Magalhães, ACM Neto foi quem mais herdou a personalidade do avô. No entanto, ele tenta diminuir a importância dada à característica genealógica, pois ser neto de ACM foi apontado como o aspecto mais negativo da sua figura. Mesmo assim, o deputado e candidato à prefeitura de Salvador ainda se comporta como o avô, falecido há um ano.

Na foto, esbanja simpatia durante desfile nas comemorações da Independência da Bahia, em 2 de julho.

Foto: divulgação
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Chamem o garçom

Dia 11 de agosto é o dia do Garçom e por isso o Conversa de Balcão propõe uma homenagem:

Ao sentar numa mesa de um desses botecos que você costuma frequentar, sozinho ou não, ou mesmo ao encostar naquele balcão para mais um drink, chame o seu maior companheiro dessas horas (que não é o copo), é aquela figura que suporta seus papos, suas piadas sem graça e que, ainda assim, lhe retribui com a mais gelada.

Chame o garçom e diga o de sempre:

"Traz mais uma e mais um copo."

Só que dessa vez não é para o amigo que ainda vai chegar, é para ele que está sempre ali, o próprio garçom, afinal o cara merece uma homenagem além da música do Reginaldo Rossi, mas vê se não vai encher o saco do cara, afinal ele está trabalhando e precisa atender a outra mesa.
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7.8.08

Mais Glauber restaurado


O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha, é o quarto filme do cineasta a ser restaurado pelo projeto Coleção Glauber Rocha, patrocinado pela Petrobras. Depois de Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe e Idade da Terra, o filme de 1969, que rendeu a Glauber, entre outros prêmios, o de melhor diretor no Festival de Cannes, já está disponível nas locadoras e lojas do Brasil. Em Vitória da Conquista, é encontrado na locadora Canal 3.

Sobre o filme - Simples e com uma mensagem sobretudo política, o filme é a história, por vezes cantada, de Antônio das Mortes, que é contratado para matar o último dos cangaceiros no interior do Brasil, que surgiu se dizendo a reencarnação de Lampião. Antônio das Mortes realiza sua missão, ao mesmo tempo que entra em confronto com jagunços e um velho coronel que domina a região. Dentro da perspectiva transgressora de Glauber, ele mostra, através do personagem, que nada está insento de mudanças, toda a estrutura pode se transformar com o tempo, seja um latifundiário ou um matador de cangaceiros. O Dragão foi filmado em Milagres (BA), com a participação da população da cidade e da região. Compõem o elenco, Maurício do Valle (Antônio das Mortes), Odete Lara (Laura), Othon Bastos (Professor), Hugo Carvana (Mattos), entre outros.

Restauração - O original teve seus negativos destruídos em um incêndio, dia 25 de junho de 1973, no Laboratório GTC em Paris. O restauro digital da imagem foi realizado a partir de uma cópia com versão sonora francesa no Laboratório Prestech, na Inglaterra, com curadoria de João Sócrates Oliveira e Supervisão de Fotografia de Affonso Beato. Na reconstrução da versão sonora em português, feita na Cinemateca Brasileira e no Estúdio JLS sob curadoria de José Luiz Sasso, foram utilizadas, contudo, cópias de diferentes suportes, inclusive uma cópia pirata encontrada na internet. A cópia restaurada, disponível em dvd duplo, tem mais de duas horas de extras e o resultado surpreende pela excelente qualidade. Nos extras é possível entender o contexto da época do lançamento e conhecer um pouco mais o conquistense Glauber Rocha.


*Com informações do Folha Online


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Os "fichas-sujas" do sudoeste baiano

Dos 822 candidatos a prefeituras do Estado da Bahia já contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao menos 119 deles (14,47%) têm a ficha suja. Os dados são resultado de levantamento realizado por A TARDE com as listas de gestores e ex-gestores que tiveram contas rejeitadas pelos tribunais de Contas dos Municípios (TCM), do Estado (TCE) e da União (TCU) e de políticos que respondem a ações criminais abertas pelo Ministério Público Estadual (MPE).


Além disso, outros 653 políticos possuem pendências nestes órgãos, mas não são candidatos - o que totaliza 772 gestores e ex-gestores baianos com ficha suja, somando-se candidatos e não-candidatos.


Dentre os 119 postulantes a prefeito com ficha suja, 54 tiveram problemas no registro de suas candidaturas, as quais ainda podem ser canceladas. Os pedidos de impugnação serão julgados até 16 de agosto em primeira instância.


Após essa decisão, os candidatos ainda podem recorrer aos tribunais superiores e, assim, não ficam impedidos de concorrer. “Caso um deles se eleja e depois disso o juiz decida por negar a candidatura, ele perderá o cargo”, esclareceu José de Souza Filho, coordenador do Centro de Apoio Eleitoral do MPE.


No região Sudoeste do Estado, dos 39 municípios, 14 têm seus candidatos à reeleição com o nome na lista, veja abaixo:


ANTÔNIO COSME SILVA (PRP), de ENCRUZILHADA, 5 processos
ANTÔNIO ROCHA DA SILVA (PSB), de CAETANOS, 1 processo
ASTOR MOURA ARAÚJO (PMDB), de ITAQUARA, 2 processos
EDINEU OLIVEIRA DOS SANTOS (DEM), de ITORORÓ, 4 processos
EDUARDO DE OLIVEIRA PONTES (DEM), de CÂNDIDO SALES, 5 processos
GIDEÃO SOARES MATTOS (PP), de ITARANTIM, 3 processos
IVAN FERNANDES DO COUTO MOREIRA (DEM), de ITAMBÉ, 1 processo
JEOVÁ BARBOSA GONÇALVES (PT), de PIRIPÁ, 1 processo
JOSÉ MARINALDO CALAZANS COSTA (DEM), de PLANALTO, 4 processos
MARIVAL NEUTON DE MAGALHÃES FRAGA (PMDB), de NOVA CANAÃ, 1 processo
OBERDAN ROCHA DIAS (PP), de BARRA DO CHOÇA, 1 processo
OLISANDRO PINTO NOGUEIRA (PP), de MACARANI, 1 processo
RICARDO DE MELO SOUTO (PMDB), de ITARANTIM, 2 processos
VALDEMIRO ALVES DE OLIVEIRA (PTdoB), de JAGUAQUARA, 2 processos
VALMI CARLOS DA ROCHA (DEM), de CAETANOS, 4 processos
VALMIR ROCHA ANDRADE (PTB), de NOVA CANAÃ, 3 processos


Conferir lista completa.


Fonte: A Tarde Online

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Ah, quem me dera viver nessa Bahia...

Bahia de todos os ritmos? Ou melhor, Bahia dos melhores ritmos... mas, só em Salvador...

Paralamas do Sucesso e Alceu Valença - A banda e o cantor pernanbucano se apresentam pelo projeto Loucos por Música, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Pç. Dois de Julho, s/n, Campo Grande (3117-4851). Ingresso: R$ 30 e R$ 15. Quinta, 7, 18h30.

Rita Lee - A cantora traz a Salvador o show Pic Nic. Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Pç. Dois de Julho, s/n, Campo Grande (3117-4851). Ingressos: R$70 e R$ 35. Sábado, 9 de agosto, 18h30.

Rosa Passos - a cantora baiana é a atração do MPB Petrobras, nos dias 16 e 17 de agosto. No Teatro Castro Alves – Pç. Dois de Julho, s/n, Campo Grande (3117-4899). Ingresso: R$ 20,00 / R$ 10,00. Classificação: 15 anos.

Tom Zé - O cantor apresenta o show do novo cd Danç-Êh-Sá na Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Pç. Dois de Julho, s/n, Campo Grande (3117-4851). No dia 30 de agosto, às 18h30.

João Gilberto - apresentação única no Teatro Castro Alves no dia 5 de setembro. Venda de ingressos em breve.

Marcelo Camelo - O músico faz show solo na Concha Acústica do Teatro Castro Alves – Pç. Dois de Julho, s/n, Campo Grande (3117-4851). Ingresso: R$ 40 e R$ 20. Classificação: 16 anos. Dia 28 de setembro, 18h30.

Aproveitem soteropolitanos...
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STF rejeita pedido de juízes e libera candidatura de 'ficha-suja'


Por 9 votos a 2, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) não podem barrar as candidaturas dos políticos de ficha suja. Prevalece, assim, o que está na Constituição e na atual Lei de Inelegibilidades: ninguém pode ser privado do direito político de se candidatar enquanto o processo a que responde não tiver sido julgado em última instância (transitado e julgado). Isso significa que os "fichas-sujas" listados pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) estão com a candidatura garantida para a eleição municipal de outubro, pois a sentença do STF tem efeito vinculante - os juízes de primeira instância estão impedidos de tomar decisão divergente.

AMB divulga os 'fichas-sujas'; Maluf é o que tem mais processos

Lista disponível no site da entidade traz dados sobre candidatos a prefeito e vice nas 26 capitais do País


A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nesta terça-feira, 22, em seu site, o nome dos candidatos com a "ficha suja". As primeiras informações são sobre candidatos a prefeito e vice-prefeito nas 26 capitais do País. O candidato do PP à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, é o que mais responde a processos na Justiça, contabilizando sete. A assessoria do candidato disse, por meio de nota, que as acusações nos processos "não têm base legal e que "juízes não devem se meter em política".


"As acusações nesses processos não tem base legal, jurídica ou administrativa. O Estado de Direito seria melhor conduzido sem politização dos juízes. Juizes não devem se meter em política. Juiz só fala nos autos", disse. A vice em sua chapa, Aline Corrêa de Oliveira (PP), também tem uma ação em seu nome, por crimes contra a paz pública, quadrilha, falsificação de documento e de ocultação de bens.


A candidata do PT Marta Suplicy também aparece na lista, com uma ação ligada à Lei de Licitações, e contesta o levantamento da AMB. "A lista, que transgride os preceitos mínimos da ética e do direito, faz referência a uma ação movida por oposicionistas contra a então prefeita, ainda sem julgamento em qualquer instância, e na qual Marta Suplicy já obteve uma liminar favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo", afirma o texto enviado pela coligação Uma Nova Atitude para São Paulo.


Por causa de Maluf, São Paulo é a que concentra o maior número de ocorrências, com nove registros de processo na Justiça, sete só do ex-prefeito. Em 14 capitais não há registros de candidatos "fichas-sujas": Rio, Salvador, Campo Grande, Cuiabá, Maceió, Rio Branco, Vitória, São Luís, João Pessoa, Teresina, Natal, Porto Alegre, Floranópolis e Aracaju.


Em Manaus, Amazonino Mendes, candidato a prefeito pelo PTB, é o único que aparece. A assessoria dele respondeu que ele já entrou com habeas-corpus para trancar o processo citado pela AMB, concedido no dia 24 de junho e, que, por isso "não há justificativa para o nome do candidato aparecer nessa lista suja".


Única de Roraima na lista, a candidata à vice-prefeitura de Boa Vista, Maria Suely Silva Campos, disse, por meio de assessoria jurídica, que a listagem não vai influenciar no resultado das eleições na capital roraimense. "De forma alguma a inclusão do nome dela na lista da AMB pode comprometer a candidatura à vice-prefeitura ou influenciar no resultado das eleições. Isso porque os dois processos contra ela ainda estão em fase de instrução e não há nenhuma decisão em trânsito julgado", afirmou o assessor jurídico Maryvaldo Bassal.


TSE e STF


No mês passado,o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que os candidatos que respondem a processo criminal na Justiça podem concorrer nas eleições, independentemente das acusações que pesem contra eles ou das condenações em primeira ou segunda instância por crimes por eles cometidos. Prevaleceu o voto do ministro Ari Pargendler, segundo o qual a Constituição Federal deixa claro que até julgamento final de uma ação, ninguém pode ser penalizado ou culpado.


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deixaram para agosto a decisão que pode autorizar a Justiça eleitoral a barrar o registro de candidatos com ficha suja já nas eleições de outubro. A AMB protocolou uma ação - Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental - em que pede a anulação da parte da lei de inelegibilidade, que determina que um político só pode ser barrado pela Justiça Eleitoral se tiver sido condenado em última instância.


O objetivo da AMB é que o STF declare não ser necessária a existência da condenação definitiva para que o juiz considere a vida pregressa de determinado candidato incompatível com a moralidade exigida pelo cargo em disputa. "O Judiciário tem que estar a serviço daquele que se comporta com ética e moralidade e não daqueles que se utilizam de uma legislação que peca pelo excesso de recursos e de formalismos, para se proteger de conseqüências pelos delitos praticados ao longo do mandato", afirmou à Agência Brasil o presidente da AMB, Mozart Valadares.


Fonte: O Estadão
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Protesto de estudantes de Comunicação pede "avaliação de verdade" para o Enade

Brasília - Alunos de faculdades de Comunicação mostram faixa de protesto contra o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado neste domingo (12).


Com o slogan Nota Zero para o Enade, por Uma Avaliação de Verdade, integrantes da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) incentivaram hoje (12) alunos de instituições de ensino superior públicas e privadas a boicotarem o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2006.


Foram selecionados para fazer as provas 488.883 estudantes, de 1.619 instituições em todo o país, de acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação (MEC), responsável pela aplicação do exame.


Em Brasília, houve protestos contra o Enade em alguns locais de realização das provas. Segurando faixas e gritando palavras de ordem, os manifestantes entregavam adesivos aos estudantes que chegavam para fazer o exame. Dessa forma, ganharam a adesão de vários alunos, como José Hélio Sabóia de Sousa, que cursa o 8° semestre de Comunicação Social no Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb).

Sousa chegou ao local de prova cinco minutos antes do fechamento dos portões, previsto para as 13 horas, e acabou desistindo do exame. "Decidi boicotar. Só vim porque era obrigatório e porque estava com medo de não receber o diploma. Agora que eles [representantes da Enecos] disseram que basta assinar a lista de presença, resolvi deixar a prova em branco", disse.


Para Danilo Silvestre, membro do comitê organizador do boicote no Distrito Federal, a adesão dos alunos ao movimento foi boa. Pelos cálculos dele, somente no colégio onde José Hélio Sabóia de Sousa faria a prova, mais de 50 universitários deixaram o local antes de completar meia hora do início do exame. "Este é o terceiro ano consecutivo de boicote, a gente vem ganhando participação dos alunos com o passar dos anos", afirmou Silvestre.


Segundo ele, em 2004, houve "adesão maciça" dos alunos de Pedagogia da Universidade de Brasília (UnB) e, no ano passado, dos estudantes de Educação Física.


O Enade foi criado em 2004 pelo MEC para avaliar a qualidade dos cursos e instituições de ensino superior em todo o Brasil e o grau de aprendizado dos estudantes. O exame faz parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).


No entanto, diz Silvestre, o exame não é uma forma eficiente de avaliação, além de ter caráter punitivo. "O Enade, junto com o Sinaes, pune as faculdades. Ou seja, é como se uma pessoa doente fosse ao médico e. em vez de receitar um remédio, ele desse um veneno. No caso das universidades públicas, elas podem deixar de receber verbas e, sem receber verbas, não têm como melhorar".


O estudante critica também o fato de as próprias faculdades, muitas vezes, usarem as notas dos alunos no Enade para fazer "propaganda" da instituição. "A avaliação da faculdade, não é feita só pelo Enade. Só que se uma determinada faculdade foi mal em todas as outras (avaliações), menos no Enade, vai dizer que se saiu bem em tudo, como se o curso realmente estivesse bom, e na verdade não está", disse Silvestre.


"A gente sabe que há várias faculdades em que alguns cursos não estão bons, mas elas incentivam os estudantes a fazer o Enade, oferecem até cursinho preparatório, para parecer que a faculdade está boa e, na verdade, não está", completou.


O estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade Católica de Brasília Antônio Luis Siqueira da Silva concordou com os argumentos e também aderiu ao boicote. "A prova era bem extensa, e achei que não teria nenhum benefício se fizesse as questões. A universidade em si prepara o aluno para ser um profissional, e não é o MEC que vai avaliar isso, mas sim o próprio mercado de trabalho", acrescentou.


Já as amigas Hanna Carla Gomes e Janaína Gonçalves da Silva, ambas estudantes segundo semestre de Direito, preferiram resolver as questões do Enade, em vez de entregar a prova em branco. Hanna Carla considera o exame uma "boa oportunidade de testar os conhecimentos e melhorar os pontos em que há dificuldades". Ela disse, no entanto, que não faria a prova, se não fosse obrigatório, por "não estar certa de que é um mecanismo que ajuda realmente a avaliar a faculdade".


Janaína Silva discorda da colega. "Melhora a instituição, sim, porque, se os alunos não tiverem notas boas, a faculdade vai ter que se esforçar para melhorar o corpo docente e deixar o curso mais puxado".


Matéria da Agência Estado. O boicote e as revindicações do NOTA ZERO AO ENADE não é veiculado quando se publicam os resultados do Enade, mas a mídia está fazendo questão de publicar os números, e só!
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