29.5.08

Escola Base: Grupo Folha é condenado

Comunique-se


“Perua escolar carregava as crianças para a orgia”. O Grupo Folha da Manhã, que edita a Folha de S. Paulo, até tentou convencer o Tribunal de Justiça de São Paulo de que se limitou a reproduzir as informações oficiais do caso Escola Base, na matéria que tinha o título acima, publicada no extinto Folha da Tarde, mas não foi o que entendeu a turma julgadora. A empresa terá que pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais para R.F.N., hoje com 18 anos e na época com apenas quatro, filho de um dos casais acusados de abusar sexualmente de crianças numa escola de São Paulo, em 1994, e requerente da ação.


“A conduta do jornal, juntamente com outros órgãos de imprensa, contribuiu para criar uma situação anormal, não experimentada não só para os adultos envolvidos”, afirmou em seu voto o desembargador Odemar Azevedo.


A Folha da Tarde se baseou nas informações passadas pelo delegado que conduziu o inquérito policial e de depoimentos de duas mães de alunos.


Os desembargadores Odemar Azevedo, Mathias Coltro e Oscarlino Moeller consideraram a manchete sensacionalista e que extrapolou o direito de informar, além de atingir a esfera moral da criança.


A decisão é de segunda instância e cabe recurso.


A Folha e o Estadão também foram condenados pelo que publicaram, tendo que pagar R$ 750 mil. A Globo foi condenada a pagar indenização de R$ 1,35 milhão. Já a IstoÉ teve de pagar R$ 360 mil. Para todas as empresas cabe recurso.

28.5.08

Marina Silva em entrevista a Imprensa

Poucos dias antes de pedir demissão do cargo de Ministra do Meio Ambiente, a revista Imprensa divulgou entrevista com Marina Silva, que se retirou do governo Lula devido a uma série de desgastes ocorridos enquanto ocupou a cadeira do Ministério. O estopim foi a a escolha de Mangabeira Unger para a chefia do conselho gestor do Plano Amazônia Sustentável, escolhido por Lula sem consultar a ministra. Marina cumpriu a promessa que fez ao assumir o cargo: "perco a cabeça, mas não o juízo".

Confira a entrevista na Revista Imprensa 234. Trecho abaixo.

Pela conciliação

Por Rodrigo Manzano, enviado a Brasília (DF)

Marina Silva enfrenta a ira dos desenvolvimentistas, de um lado, e dos conservacionistas, de outro

Ela foi apontada em janeiro deste ano, pelo respeitado jornal britânico The Guardian, como uma das 50 pessoas que "podem ajudar a salvar o planeta". A Ministra do Meio Ambiente Marina Silva figura na lista ao lado de ambientalistas, pesquisadores, intelectuais, políticos e celebridades de Hollywood e é a única latino-americana escolhida por especialistas de todo o mundo. Dada sua personalidade, é bem possível que a lista mais a incomode que a envaideça. "Salvar o planeta" parece ser missão grande demais para sua frágil estatura e estado de saúde, debilitado após a contaminação com metais pesados quando ainda era uma menina no Acre, seu estado natal e onde iniciou sua carreira política, com Chico Mendes.

Ao lado de outros três ministros - Gilberto Gil, Luiz Dulci e Celso Amorim -, resiste no Planalto desde 2003, primeiro ano do governo petista, quando tomou posse. Muitos ministros caíram por denúncias, outros para ceder a cadeira às alianças costuradas no Palácio e alguns, ainda, simplesmente porque o relógio anunciava o fim da permanência no cargo público. Para Marina Silva, o tempo, literalmente, corre, enquanto a floresta amazônica, seu berço e sua plataforma política, sofre ameaças de todos os lados. À IMPRENSA, a ministra parecia disposta a falar a respeito de tudo. Sua assessoria apenas sugeriu, no primeiro contato, que se evitasse discutir o vazamento de informações relativas aos gastos do Gabinete da Presidência da República. Tínhamos 30 minutos de uma apertada agenda. Ganhamos 45.

O tempo, contudo, não é seu único inimigo. Freqüentemente, Marina Silva enfrenta a ira dos desenvolvimentistas, de um lado, e dos conservacionistas, de outro. Entre os dois, posiciona-se a imprensa, que ora cobra mais investimentos públicos em obras de infra-estrutura, ora levanta a bandeira ambiental, denunciando os índices de agressão às reservas naturais e cobrando, do governo, atitudes mais enérgicas em relação ao tema. Nesses momentos, sua postura discreta é substituída por aparições ligeiras. Aliás, pautada pela discrição, Marina Silva evita polemizar. É difícil arrancar-lhe aspas duras contra alguém. Sua atual tendência ao equilíbrio torna-se evidente em sua postura quase sempre a favor do diálogo. Crises internas no governo, sensacionalismo da mídia, jogos políticos, acusações mais radicais, nada parece subtrair-lhe o tom conciliador. É assim que ela vai entrar para a história.

24.5.08

Para JN, soja é ouro


Que tal uma segunda leitura da matéria, sobre o plantio da soja no Tocantins, veiculada no jornal Nacional na última quinta-feira?


Produção de soja muda hábitos de cidade do Piauí (Dinheiro muda hábitos no PI)


O plantio da soja salvou da miséria (a miséria aparece como característica da região Nordeste enquanto a salvação é de responsabilidade do Sul) uma região (a matéria não fez referência da extensão que as plantações de sojas estão ocupando...) de cerrado (...e invadindo biomas) no interior do Piauí. E os produtores que vieram do sul (os salvadores do nordeste?) estão influenciando os hábitos e o sotaque da região.


Um grupo de gaúchos dispostos a plantar soja no Nordeste comprou (comprou por quanto? Normalmente, por um preço bem abaixo da média) as terras de pequenos agricultores. As lavouras começaram a surgir na mais nova fronteira agrícola do país. Notícias de solos férteis (é possível que todo solo seja fértil com os maquinários e os investimentos que os grandes produtores levaram para o PI) em uma região plana atraíram centenas de imigrantes do Sul e do Sudeste (os oriundo do sul e sudeste são produtores ou empregados?).


“As produtividades das nossas propriedades são melhores aqui do que no Rio Grande do Sul, onde temos mais de 30 anos de tradição como plantadores de soja”, afirma o produtor Marcos Fridrich (deu pra sentir que a produção não está voltada para o social – a salvação? - como a matéria quis mostrar).


A safra deste ano passa de 780 mil toneladas, segundo o IBGE. Grãos que os produtores tratam como ouro (ouro mesmo!!!). Ouro que mudou a vida de muitos sertanejos. Segundo os produtores, 90% da mão-de-obra é local (90% de quanto?).


“Tenho filho na faculdade, outros cursando bons colégios, graças a essa valorização”, afirma José Cavalcante, operador de máquina.


José Cavalcanti abandonou uma pequena plantação de milho para trabalhar na lavoura de soja (perigo da monocultura). Aprendeu a operar colheitadeira, ganha pouco mais de R$ 1 mil por mês e trabalha numa cabine com conforto invejável nas altas temperaturas do Piauí (quantos tem a mesma sorte?).


“Trabalhar só no ar condicionado é uma glória, porque a quentura aqui é muito grande”, agradece.


Vilas e condomínios de luxo (o ideal de salvação da Globo) não param de crescer nos 16 municípios onde vivem as famílias que migraram para essa região. Mudam os hábitos, sotaques se misturam. E da união dos gaúchos com as piauienses, surgem os piúchos.


“A gente fica falando tudo piauiense e quando volta pra casa (parecia que os produtores estavam dispostos a viver no NE, só estão de passagem, para explorar mesmo!) tem que corrigir (corrigir???) um pouquinho para não falar só assim”, afirma o produtor José Paulo Salvador.


“Ele respeita o meu jeito de falar e eu o dele, mas é uma mistura bem bonita”, diz Poliana de Souza, mulher de José Paulo.

Bahia em destaque no Prêmio Tim

A Bahia é o estado nordestino que mais teve indicações para o Prêmio TIM de Música 2008. Na lista divulgada constam 14 baianos. Além dos consagrados Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano Veloso, Waldick Soriano e Ivete Sangalo, destaque para a revelação Márcia Castro (foto), indicada como melhor cantora pop/rock com seu Cd de estréia, Pecadinho.

De um total de 768 CDs e 114 DVDs inscritos, foram selecionados 104 indicados, em 16 categorias. Em sua sexta edição, o Prêmio TIM de Música dá prosseguimento à radiografia da produção fonográfica anual brasileira.


Em material divulgado à imprensa, José Maurício Machline, idealizador e coordenador do Prêmio, pontuou: “Tivemos um aumento de quase 15% em relação ao número de CDs do ano passado, mesmo com a propagada crise da indústria fonográfica, o que comprova que há um maior número de lançamentos desvinculados das grandes gravadoras. A cada ano, mais artistas têm possibilidade de apresentar seus trabalhos”.


A cerimônia de entrega do Prêmio - que este ano homenageia o sanfoneiro, cantor e compositor Dominguinhos, será no dia 28 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Marieta Severo e Marcos Palmeira serão os Mestres de Cerimônia do Prêmio.


Pelo voto popular, serão eleitos o melhor cantor e a melhor cantora, que poderão ser votados pelo público através do site www.premiotim.com.br, a partir de 08 de maio, ou por mensagem de texto (SMS), enviando o comando VOT para 628.

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1968 - Em um dia qualquer de maio ...


Maio de 1968, antes de mais nada, representa o ápice de um momento histórico de intensas transformações políticas, culturais e comportamentais que mudaram a face do mundo contemporâneo. A partir dos protestos estudantis ocorridos nas universidades francesas de Nanterre e Sorbonne, há 40 anos, eclodiram vários movimentos de contestação em diversos países da Europa e das Américas, e que ganharam uma dimensão ainda maior com a com a adesão da classe trabalhadora. Alguns filósofos e historiadores afirmaram que essa rebelião foi o acontecimento revolucionário mais importante do século XX, por que não se deveu a uma camada restrita da população, como trabalhadores, ou minorias raciais, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe. O mundo nunca mais foi o mesmo.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se consolidaram como potência mundial e, auxiliando na reconstrução da destruída Europa, passaram a difundir os valores de uma nova sociedade que surgia. Após a próspera década de 1950, o mundo percebeu que havia paz e riqueza, mas os sistemas de manutenção do poder e opressão continuavam quase os mesmos apesar da derrota do nazi- fascismo.

Assim, a década de 60 começou junto com protestos estudantis que exigiam mudanças políticas e comportamentais no “establishment” (o sistema político estabelecido) em diversos países, principalmente nos Estados Unidos e França. A partir do maio francês, o movimento surgiu espontaneamente em todos os continentes, em quase todos os países, orbitando sobre a declaração dos direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), escrita logo após o conflito mundial.

E o maior e mais famoso de todos esses movimentos libertários dos anos 60 eclodiu em 3 maio de 1968, em Paris. Inicialmente, exigia–se a reabertura da Faculdade de Letras de Naterre, mas devido à forte repressão da polícia, passeatas de protesto surgiram por toda a capital francesa. Começou como uma série de greves estudantis que eclodiram em algumas universidades e escolas de ensino secundário. Com a tentativa do governo de De Gaulle de esmagar esses protestos com mais ações policiais no Quartier Latin, houve uma escalada no conflito que culminou em uma greve geral de estudantes e em ocupações de fábricas em toda a França. Dez milhões de trabalhadores aderiram ao movimento, aproximadamente dois terços dos trabalhadores franceses. Uma revolta permanente se formou contra o governo conservador do general Charles De Gaulle (herói da resistência francesa, durante a Segunda Guerra). Os protestos chegaram o ponto de levar o presidente francês a criar um quartel general de operações militares para lidar com a insurreição, dissolver a Assembléia Nacional e marcar eleições parlamentares para 23 de junho de 1968.

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22.5.08

Belo drama


A vida de Edith Piaf é um belo drama pra se filmar, e já filmado, ficou mais belo ainda para se assistir. O filme Piaf - um hino ao amor, de Olivier Dahan, retrata a vida de uma das maiores cantoras da música mundial.

Sinopse: A vida de Edith Piaf (Marion Cottilard) foi sempre uma batalha. Abandonada pela mãe, foi criada pela avó, dona de um bordel na Normandia. Dos 3 aos 7 anos de idade fica cega, recuperando-se milagrosamente. Mais tarde vive com o pai alcoólatra, a quem abandona aos 15 anos para cantar nas ruas de Paris. Em 1935 é descoberta por um dono de boate e neste mesmo ano grava seu primeiro disco. A vida sofrida é coroada com o sucesso internacional. Fama, dinheiro, amizades, mas também a constante vigilância da opinião pública.

Premiações:
2 Oscars, nas categorias de Melhor Atriz (Marion Cotillard) e Melhor Maquiagem. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Figurino. Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Marion Cotillard). Ganhou 4 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Atriz (Marion Cotillard), Melhor Trilha Sonora, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Som e Melhor Desenho de Produção. Recebeu 11 indicações ao César, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Marion Cotillard), Melhor Ator Coadjuvante (Pascal Greggory), Melhor Atriz Coadjuvante (Sylvie Testud), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Desenho de Produção, Melhor Som e Melhor Roteiro Original. Recebeu 3 indicações ao European Film Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Marion Cotillard) e o Prêmio de Excelência (maquiagem).

Vá ao Janela

Todas as terças, pontualmente às 19h30, o Teatro Glauber Rocha na Uesb (Vitória da Conqusita) se transforma em uma sala de cinema. É o projeto Janela Indiscreta, que exibe filmes gratuitamente, sempre com um convidado para comentar o filme. O Janela é feito para quem gosta de ver, ouvir e falar de cinema. Os filmes são escolhidos a dedo por uma equipe comprometida com a sétima arte. Aproveite, vale a pena!

Histórico - A experiência de cinema-fórum reavivou a prática da leitura coletiva do filme, iniciada pelos clubes de cinema desde o final dos anos 20. Em Vitória da Conquista, a referência foi o Cineclube Glauber Rocha que funcionou nos anos 70, inspirado por participantes do Clube de Cinema da Bahia e motivado pela vontade de fazer, das pessoas que nutriam um gosto especial pela arte cinematográfica. Nos anos 90, e mais especificamente em novembro de 92, dois técnicos administrativos da UESB, Jorge Melquisedeque e Esmon Primo, motivados por estarem dentro de um ambiente universitário, com os equipamentos necessários e a vontade de compartilhar um conhecimento cinematográfico adquirido ao longo do tempo, criam o Janela Indiscreta, com o objetivo de abrir um espaço estimulador da convivência entre alunos, professores, funcionários e comunidade, onde eles pudessem exercitar o olhar através da janela do cinema.

O Programa Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb foi criado em 27 de novembro de 1992, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Vitória da Conquista, como conseqüência de inúmeras atividades ligadas ao conhecimento e produção audiovisual que vinham sendo realizadas por técnicos administrativos no ambiente universitário.

A sua missão inicial, que se mantém até os dias atuais objetiva reavivar o sentido do cinema, através do exercício da leitura coletiva da obra cinematográfica, a partir da exibição de filmes, acompanhados por comentários temáticos, em diversos espaços sociais.

O título do projeto surgiu como uma homenagem e referência homônima, a um dos mais importantes filmes do mestre do suspense, que foi “Janela Indiscreta” de Alfred Hitchcock, filme que é um tributo explícito à relação público/cinema.

11.5.08

Ensaio pró-leitura


Enquanto você perde o seu tempo em orkut, msn, blogs... tem alguém, em algum lugar, se dedicando a um bom livro


O brasileiro lê em média 2 livros por ano, e ao mesmo tempo faz do Brasil o segundo país que mais acessa à Internet. O antagonismo é evidente e lamentável. Nossa cultura não está voltada para a leitura. Os saraus e rodas de discussões em cafés, nos séculos passados, entre os barões e as madames, eram hábitos europeus repetidos aqui pelos "sem-identidade" Os nascidos em berços dourados, viviam no Brasil como se desfilassem pelas ruas de Paris.

Esses tempos, em parte, passaram e a cultura da leitura não ficou como herança. Não construímos a identidade brasileira dentro do sentido de construção humana e intelectual. As ruas, as praças, os ares do Brasil se voltaram para o desenvolvimento comercial, para a sustentação de um país que trabalha para sobreviver, apenas. Em pleno século XXI, estamos sustentando esta sobrevivência.

As nossas ruas não nos possibilitam mais as relações interpessoais, são apenas locais de passagem. Não são mais nossas, ou são dos carros ou dos pedintes. As praças, quando bem cuidadas, são lindos jardins decorativos para o sem graça do cimento, e só. Aqui em Conquista, por exemplo, quem senta no banco da praça para ler um livro à sombra das velhas palmeiras?

Somos um povo sem a estrutura mínima que nos permite esse contato, esse convívio. Quem se arrisca ler enquanto se desloca dentro do ônibus coletivo não consegue completar uma página. O ônibus está lotado, você só vai conseguir sentar quando já estiver quase no destino, as ruas esburacadas e as condições do assento vão lhe fazer sentir dentro de um liquidificador... Portanto, desista. Nosso espaço público é para ninguém. Alguém sabe onde fica a biblioteca municipal? Me ensine a chegar, por favor. E os museus... abandonados praticamente. Só vamos até lá quando precisamos descobrir sobre a fundação da cidade, sobre a origem do nome e por aí vai. Aliás, não vamos, já tem tudo na Internet.

Os sebos e as livrarias são habitados sempre pelas mesmas pessoas: os estudantes que procuram pelo livro indicado e exigido pelo professor, o professor que precisa e se dispõe a se atualizar, os intelectuais da elite que podem desembolsar uma grana para ler um clássico comentado por um grande estudioso e, dificilmente, pelos pretensos intelectuais que irão dividir no cartão o preço do livro.

"A leitura é para quem tempo". Não me venha com esse papo, será que os franceses, os ingleses... não trabalham, não têm filhos, não se atrasam, não vivem na correria? Os londrinos têm aos livros como companheiros. No metrô, na praça, no ônibus. Não se perde o tempo "livre", dedicam-se a leitura. Lá, jornais são distribuídos gratuitamente, e após a leitura, as pessoas os deixam em locais públicos para que outras leiam. Não parece mentira? Desculpe, caro conterrâneo, também gostaria, mas não é.

Desligue esse computador e vá ler um livro.

A Outra



Feliz dia das mães a todas as mulheres do mundo, que podem ser a outra na vida de qualquer homem.
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Curta baiano em Cannes

A situação para o Brasil está tão boa na edição do festival de Cannes, que acontece entre os dias 14 e 25 de maio próximos, que até o cinema baiano conseguiu uma vaga, que conta com maciça participação nacional de curtas. O principal responsável por este feito é o jovem cineasta César Fernando de Oliveira, 28, que incluiu seu primeiro curta profissional, "10 Centavos", entre as 11 produções brasileiras convidadas para participar da mostra paralela Short Film Corner, que pode ser descrita como um dos mais importantes eventos do mercado de curtas do cinema mundial. O filme narra o dia de trabalho de um garoto como guardador de carros em Salvador.

César recebeu o convite para participar há mais ou menos um mês, mas só começou a divulgar agora o fato, pois aguardava a resposta da Diretoria de Artes Visuais e Multimeios (Dimas) para o patrocínio na viagem. O apoio saiu, consistindo de duas passagens, uma para César e outra para seu produtor Amadeu Alban, além de R$ 4 mil para alimentação e estadia. Em contrapartida pelo apoio, a dupla deve apresentar no retorno a Salvador uma palestra para contar a experiência no festival.

"Esta mostra serve como uma espécie de mercado internacional de curtas. Existem até algumas competições internas, mas não é o foco principal. Muitos canais de tv e produtoras estão lá para assistirem e comprarem sua exibição", comenta César, que ainda não sabe o dia exato da exibição de "10 Centavos" em Cannes e diz que o contato inicial, ao chegar à cidade francesa, é indispensável para convencer o máximo de interessados para a sessão em que o curta for incluído.

A expectativa de César é que a participação de 10 Centavos em Cannes alavanque os convites para integrar outros festivais nacionais e internacionais. Mas, mesmo antes de Cannes, o curta já tinha participado de festivais internacionais, com destaque para o prêmio Unicef recebido no Festival Internacional de Cine Documental e Curtas de Bilbao (Espanha).

Outras participações em festivais internacionais já estão garantidas, como na 36º Festival Internacional de Cinema de Algarve (Portugal), em maio, e no 10º Festival Internacional de Filmes da Juventude de Seul (Coréia do Sul), em julho.

César espera conseguir participar de alguns festivais nacionais nos quais está inscrevendo "10 Centavos". "Tentarei o Festival de Gramado, porque no ano passado não ficou pronto a tempo, o Festival Internacional de Curtas de São Paulo e o Festival do Rio. Infelizmente, não pude inscrever para a mostra competitiva em Cannes porque o filme já tinha passado em outro festival na Europa. Espero que não exista o mesmo problema por aqui", diz o diretor, que também pretende inscrever seu curta nos festivais baianos Panorama Coisa de Cinema (em agosto) e Jornada de Cinema (em setembro).

Publicada no A Tarde
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10.5.08

Meu caro amigo


O meu talentoso colega Gil Brito, oriundo da cidadezinha de Guajerú-BA e formando do curso de Jornalismo da Uesb, foi convidado pela redação da Caros Amigos para ilustrar uma página inteira com uma das suas belas charges na edição de 11 anos da revista. Dá-lhe Gil!

Me atualizando



Estou me atualizando, porque o trabalho tem tomado o meu tempo e a minha disposição. Começo lendo o romance de Jorge Amado, que vai virar filme esse ano, Capitães de Areia - há muito tempo quis ler este livro.

Aproveitei o fim de semana e peguei uma velha lista de filmes a assistir e loquei Tudo sobre minha mãe, E sua mãe também e o Vanilla Sky. Estava precisando de bons filmes.

Tô, semanalmente, lendo a nova revista baiana, que só fala de Salvador, para turista ou para a elite. É a Muito, do grupo A Tarde, continuo lendo para ver se ela me passa outra imagem senão esta, mas por enquanto...

Depois de não ir ao show do Café com Blues, estou me contentando com o cd. Muito bom. Conheçam a banda e o novo trabalho: www.cafecomblues.com.br

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